Vou falar sobre uma rapariga, que, no seu jeito, é verdadeira,
bela e elegante. Eu tento e quero a conhecer, e certamente ela procura o mesmo,
mas por enquanto diz que não pode ser e eu respeito isso.
Eu não me importo de esperar, porque até aqui eu só esperei.
Esperei, mesmo sem saber onde ela estava ou quem era, esperei apenas com a
esperança de saber que ela existia e estaria a vir ao meu encontro.
Mas, futuro eu, se isto for tudo falso, se acabar por ser
uma ratoeira, neste momento eu não me arrependo do que digo, porque neste
momento é verdade, e ambos sabemos que isso é tudo o que interessa!
O tempo não corre atrás de mim, eu tenho tempo e certamente ela
tem mais.
Posso estar a dizer
que espero, mas não quero que ela pense que o estou a fazer, porque não sei se
estou, mas estou! Quero que ela perceba que não vejo isto como um jogo, aqui
não há escolhas, não há o alguém ser melhor que um outro e no fim uma decisão, acho
isso desconfortável e injusto. Existe apenas a minha vontade de a ver bem, de vê-la sorrir,
de fazê-la sentir-se bem, independentemente de qualquer que seja o rumo que a
sua vida tomar, eu só quero apoiá-la e que perceba que estou aqui para isso.
Eu não sei a razão de sentir esta vontade, ou talvez saiba e
se calhar sei. Ela é um pequeno grande ser, e eu gosto dela.
Ela é diferente, porque tem de o ser. É tão justa é tão altruísta
é tão verdadeira, é tão bonita, e eu precisava de estar constantemente a admirá-la,
a olhar para ela e tentar perceber o porquê. Precisava de estar incessantemente
a olhar para ela para decorar todas as linhas do seu rosto, do seu sorriso, de todo
o seu ser. Apenas tinha de a perceber. Mas agora já não posso.
De repente fomos embora. Tudo acabou. Porque tinha e não
tinha de acontecer. Foi rápido demais, e eu queria que fosse para sempre. Mas não
lhe o disse, isso e tantas outras cousas, porque não podia, mas agora
arrependo-me, só queria que o soubesse, só quero que o saiba, mas não o disse,
porque não podia. Todavia senti tudo e senti mais do que ela imagina, e sinto.
Desculpa eu ter vacilado, desculpa eu não te ter dado a certeza na altura certa, desculpa se eu disse que seria algo que não poderia continuar. Agora carrego esta culpa que me destrói por dentro.
Desculpa-me, estava errado.
E sinto tremendas saudades de tudo o que vivemos. E estou constantemente a pensar em enviar-lhe uma mensagem, mas não posso, às vezes vou ver fotos dela para matar saudades ou para criá-las, não sei.
Sei que existe uma balança e que se encontra desequilibrada devido
a inúmeros fatores, num dos pratos está o eu ser mais velho, eu estar longe,
ela ter alguém e o tempo, que desvanece o sentimento, no outro prato não há nada.
E custa tanto estar tão longe, que na verdade não estou, mas estou. Custa tanto não vê-la de vez enquando, custa tanto não poder falar com ela cara a cara.
Mas quero que ela perceba que estou bem,
que penso nela, mas não sei o que pensar e isso deixa-me longe de um mau estar
geral. Ela vai falando comigo e é clara e direta e eu gosto disso porque faz-me
perceber tudo, como se peças de um puzzel se fossem juntando e formassem uma
imagem que eu sou capaz de compreender e talvez seja isso que me acalme e faz com que
sobreviva.
Nunca tive ninguém como tu ao meu lado, e se eu apenas
conseguisse….
És mais que especial!
Não sei se sou lamecha ao escrever isto, no entanto faz-me
sentir mais novo, como uma criança que descobre o amor, e eu gosto disso e
deixo-me ir, e não vejo problema nisso.
Não me deixes ir.
Não vás!